SAÚDE BUCAL COLETIVA
Saúde Bucal é qualidade de vida !
“Quanto mais alto voamos menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar"
 

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Universidade Federal de Pelotas
Faculdade de Odontologia
Departamento de Odontologia Social e Preventiva
 Unidade de Saúde Bucal Coletiva II

SAÚDE BUCAL: AÇÕES COLETIVAS E INDIVIDUAIS
EMEF JOAQUIM NABUCO
 Pelotas, Fevereiro de 2011.

Acadêmicos

Ana Paula Gonçalves

Alexandre Pasquetti Albrecht

Andréia Hartwig

Aline Catieli dos Santos

Aristênio Bartsch

André Luis Assmann

Bruna Vetromilla

Andréa Hellwig da Rocha

Camila Ferrúa

Anna Lídia Nassif Adib

Daniel Cieluck

Camila Ferronato

Eduardo Zborowski

Caroline Stein

Gabriel da Silva

Daniel Carlotto

Luiz Alexandre Chisini

Daniela Hernandes Carriconde

Luiz Gustavo Dal Castelli

Débora Moura Mendes

Mariana Marques

Denise Spazzin

Mayara Bossardi

Fernando Gabriel Hauschild

Pedro Henrique Carvalho

Gabriela Unfer Schmitt

Priscila Terra

Júlia Rosa de Almeida

Rafael Izolan

Luis Renato Souza da Silva

Roberta da Costa

Marcela de Borba Scheffer

Ruiz Zambiazi,

Mariane Piassa da Silva

Tiago Barcelos

Thiago Soares Sanguebsche

Thamires Meister

Vanessa Guedes

5º semestre – 2010/2

Professora orientadora: Tania Izabel Bighetti

Local da atividade: EMEF Joaquim Nabuco

Rua Monsenhor Silvano de Souza, 36 Bairro Areal
Telefone: (53) 3228-9788

Diretora: Tânia Maria Sanches da Cunha

Coordenadoras pedagógicas:

Márcia Rosado da Silveira (Manhã)
Elisabete Lopes Garcia (Tarde)
 
Coordenadora do Departamento de Políticas do Educando (SME):
Marilda Santos Garcia
 
Dias e horários das atividades
Segundas-feiras (tarde) e terças-feiras (manhã)

Introdução

A atenção à saúde bucal é constituída, pelo conjunto de ações que, incluindo a assistência odontológica individual, não se esgota nela, buscando atingir grupos populacionais através de ações de alcance coletivo com o objetivo de manter a saúde bucal. A atenção à saúde bucal implica, por outro lado, atuar concomitantemente sobre todos os determinantes do processo saúde-doença bucal. Isso exige uma abrangência que transcende não apenas o âmbito da odontologia, mas do próprio setor saúde. Assistência é o conjunto de procedimentos clinico - cirúrgicos direcionados a consumidores individuais.

Com a parceria entre o Departamento de Políticas do Educando da Secretaria Municipal de Educação de Pelotas e a Unidade de Saúde Bucal Coletiva da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, vem sendo implantados sistemas de prevenção em escolas municipais de ensino fundamental do município de Pelotas. Dando continuidade ao que já foi desenvolvido no primeiro semestre de 2010, houve a continuidade das ações as na Escola Municipal de Ensino Fundamental Joaquim Nabuco, envolvendo tanto procedimento de caráter assistencial (Tratamento Restaurador Atraumático – TRA), realizado na biblioteca da escola; quanto de caráter de atenção em saúde bucal (triagem inicial e final de risco de cárie dentária, atividades educativas, escovação dental supervisionada com dentifrício e aplicação de gel fluoretado com escova de dentes) realizados nas salas de aula.

Este relatório tem por objetivo descrever e avaliar os principais resultados relativos às atividades desenvolvidas no período de 13 de setembro a 29 de novembro de 2010, bem como apresentar propostas de adaptações para as atividades do primeiro semestre de 2011; para serem discutidas com a coordenadora do Departamento de Políticas do Educando da Secretaria Municipal de Educação e com a diretora e coordenadoras pedagógicas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Joaquim Nabuco.

Resultados e discussão

         Foram desenvolvidas atividades com 371 escolares dos turnos da manhã e tarde
(Gráfico 1).
 
Gráfico 1: Número de escolares envolvidos nas atividades, segundo idade.
EMEF Joaquim Nabuco, Pelotas, RS, 2º semestre de 2010 (n=371).
 

Apenas 17 (4,6%) escolares não receberam nenhuma atividade educativa e a maioria (n=319) recebeu de duas a quatro atividades (Gráfico 2).

 
Gráfico 2: Número de escolares segundo número de atividades educativas recebidas.
EMEF Joaquim Nabuco, Pelotas, RS, 2º semestre de 2010 (n=371).
Apenas 46 escolares (12,4%) não receberam nenhuma atividade educativa e 39,9% (n=148) receberam duas atividades (Gráfico 3).
Gráfico 3: Número de escolares segundo número de atividades de escovação dental supervisionada com dentifrício fluoretado recebidas.
EMEF Joaquim Nabuco, Pelotas, RS, 2º semestre de 2010 (n=371)
Do total de escolares, 107 (28,8%) necessitavam receber aplicação de gel fluoretado. Destes, 28 escolares (26,4%) não receberam nenhuma aplicação, 39,9%  (n=34) receberam uma. Escolares com maior risco (n=43, 40,2%) receberam entre 4 e 6 aplicações (Gráfico 4).

Gráfico 4: Número de escolares segundo número de atividades de aplicação de gel fluoretado com escova de dentes recebidas. EMEF Joaquim Nabuco, Pelotas, RS, 2º semestre de 2010 (n=107).

 

Dos escolares classificados no código E, foi possível fazer Tratamento Restaurador Atraumático (TRA) em uma parcela de escolares cuja condição da cavidade e comportamento da criança permitiu a remoção do tecido cariado com instrumentos manuais e selamento com cimento de ionômero de vidro que libera flúor para a cavidade bucal.

Entre os 92 escolares que tinham dentes com indicação, para a seleção dos dentes, o critério utilizado foi o tempo de permanência na boca para os decíduos, buscando-se priorizar os permanentes (Gráfico 5).
 

Gráfico 5: Número de dentes que receberam Tratamento Restaurador Atraumático (TRA). EMEF Joaquim Nabuco, Pelotas, RS, 2º semestre de 2010. 


Considerando-se que nem todos os escolares puderam passar pelo processo final de triagem, as proporções de examinados nas duas triagens apontam para uma melhora situação de risco de cárie (Gráfico 6). Isto deve ser analisado com muita cautela pela diferença no número de examinados nas duas situações e pelo processo de aprendizagem dos acadêmicos que aperfeiçoaram seus critérios de diagnóstico.

Podem ser destacados os seguintes aspectos em relação ao Gráfico 6:

- aumento da proporção de escolares sem história de cárie (A): pode ser explicado pela mudança da situação de risco do critério D para o A;

- aumento da proporção de escolares com restaurações (B): pode ser explicado pelos procedimentos de TRA, bem como a busca por serviços odontológicos;

- aumento da proporção de escolares com restaurações e presença de placa bacteriana (B1): pode ser explicado pela melhora no diagnóstico de placa bacteriana pelos acadêmicos;

- aumento da proporção de escolares com cavidades de cárie estacionada (C): pode ser explicado pela mudança da situação de risco do critério E para o C, bem como pela melhora no diagnóstico de cárie pelos acadêmicos;

- diminuição da proporção de escolares com mancha branca de cárie (D): pode ser explicado pela mudança da situação de risco do critério D para o A;

- aumento da proporção de escolares com gengivite e presença de placa bacteriana (D1): pode ser explicado pela melhora no diagnóstico de gengivite e placa bacteriana pelos acadêmicos;

- diminuição da proporção de escolares com cavidades agudas de cárie (E): pode ser explicado pela mudança da situação de risco do critério E para o B (TRA e busca de serviço odontológico);

- manutenção da proporção de escolares com urgência (F): pode ser explicado pela piora do quadro devido à dificuldade na busca de serviços odontológicos.
 

Gráfico 6: Percentual de escolares segundo risco de cárie no início e no final das atividades. EMEF Joaquim Nabuco, Pelotas, RS, 2º semestre de 2010.

A: sem história de cárie
B: presença de restaurações
B1: presença de restaurações e de placa bacteriana
C: presença de cavidade de cárie estacionada
C1: presença de cavidade de cárie estacionada e de placa bacteriana
D: presença mancha branca de cárie
D1: presença de inflamação gengival ou de placa bacteriana
E: presença de cavidade de cárie aguda
F: urgência (dor e/ou abscesso)
 

Considerações finais

         Com base nos resultados e levando-se em conta que 25 (6,7% do total de alunos) pais/responsáveis compareceram às reuniões, pode se considerar que a saúde bucal ainda não é prioridade para a maioria das famílias. Deve-se destacar um depoimento positivo dos pais no que diz respeito à cobrança dos filhos na hora da higienização, como a quantidade de dentifrício e a freqüência de escovação.

            Dos pais que compareceram, a principal duvida era sobre aparelhos ortodônticos, o que nem era de tanta prioridade devido aos índices de placa das crianças, que acarretará problemas maiores se o quadro não for revertido como cáries e perdas de elementos dentários. Alguns questionamentos sobre higiene bucal foram feitos e foi disponibilizado aos pais um folheto explicativo sobre escovação, como usar o fio dental e como cuidar da higiene familiar.

Será dada continuidade no processo de encaminhamento, para as Unidades Básicas de Saúde Bom Jesus e Dunas (com vaga assegurada), priorizando-se os escolares classificados nos critérios E e F.

Os pontos positivos apontados pelos acadêmicos foram:

- experiência de colocar em prática os ensinamentos recebidos;

- possibilidade de adquirir experiência no trato com seres humanos, em ações de saúde coletiva;

- crescimento pessoal dos acadêmicos;

- análise dos resultados do próprio trabalho;

- apoio da direção, coordenação pedagógica e funcionários da escola

- empenho da coordenação de projetos educacionais da secretaria de educação na organização inicial das atividades.

Os pontos que os acadêmicos entendem que devem ser discutidos com a direção e coordenação pedagógica da escola são:

- dificuldades no convencimento de alunos que não querem participar das atividades;

- mecanismos para envolver maior número de pais/responsáveis nas atividades educativas;

- perspectiva de organização de reunião com os professores previamente ao início das atividades.
 

Bibliografia consultada

1.Aquilante AG. A importância da educação em saúde bucal para pré-escolares. Revista Odontológica Brasileira 2002; 16:28.

2.Bönecker M, Sheiham A. Promovendo saúde bucal na infância e adolescência: conhecimentos e práticas. São Paulo: Santos. 2002.

3.Cano AMG, Botazzo. C. Aspectos psicológicos do tratamento odontológico. Saúde em debate 1986; 18:41-49.

4.Carranza F et al. Periodontia clínica. Rio de Janeiro: Elsevier, 10ed. 2007.

5.Delbem ACB, Cury JA. Efeito do tempo de aplicação tópica de FFA na formação e retenção de “CaF2” no esmalte dental humano. Revista de Odontologia da UNESP 1996, 25(2): 217-227.

6.Dias AA et al. Saúde bucal coletiva: Metodologia de trabalho e práticas. São Paulo: Santos, 2007.

7.Dias AF. Motivação em educação para a saúde bucal: técnica de aproximação e integração entre alunos da educação infantil e cirurgiões-dentistas. Brasília, 2004.

8.Lima DC, Saliba NA, Moimaz SAS. Tratamento Restaurador Atraumático e sua utilização em saúde pública. Revista Gaúcha de Odontologia, Porto Alegre, v. 56, n.1, p. 75-79, jan./mar. 2008.

9.Narvai PC. Cárie dentária e flúor: uma relação do século XX. & Saúde Coletiva [online], vol.5, n.2 [cited  2010-12-13], pp. 381-392, 2000. Disponível em: <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232000000200011&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1413-8123.  doi: 10.1590/S1413-81232000000200011

10.Organização Mundial da Saúde. Escola Promotora de Saúde 1999; 1(1); 26-27.

11.Pauleto ARC, Pereira MLT, Cyrino EG. Saúde bucal: uma revisão crítica sobre programações educativas para escolares. Ciência & Saúde Coletiva 2004, 9, n(1):121-130.

12.Pereira AC et al. Odontologia em saúde coletiva: planejando ações e promovendo saúde. Porto Alegre: Artmed, 2006.

13.Silva FC. A escola como espaço promotor de saúde bucal. Revista Baiana de Saúde Pública; 11-12. 2009.

14.Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Recomendações sobre uso de produtos fluorados no âmbito do SUS/SP em função do risco de cárie dentária. 2000, p. 8.

15.Silva MAM. O Tratamento Restaurador Atraumático em saúde pública e o custo dos materiais preconizados. Revista APS. 5-6.2009.

16.Toassi RFC, Petry PC. Motivação no controle do biofilme dental e sangramento gengival em escolares. Revista Saúde Pública 2002, 36(5): 634-637.

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